terça-feira, julho 27, 2010

MOUSE




Pequena peça deslizante que serve para movimentar o cursor na tela, o que é facilitado pela sua movimentação sobre um apoio de borracha retangular denominado mouse pad.

Com o mouse se pode apontar comandos na tela e ativá-los pressionando seu botão esquerdo, bastando o cursor estar sobre uma palavra ou figura que represente o comando.

Disponibiliza quatro tipos de operações: movimento, clique, duplo clique e arrastar e largar (drag and drop). Permite executar as mais diversas funções: selecionar textos, redimensionar figuras, arrastar etc...

Desde que foi inventado, por Douglas Engelbart, na "Xerox Corporation", em 1963, o mouse tem praticamente as mesmas funções. O nome "mouse" ( = rato, em inglês) foi adotado pela equipe de Engelbart, embora não se saiba exatamente por quem.

Entretanto, na época em que surgiu, o mouse se mostrou pouco prático, já que os computadores ainda eram incapazes de processar recursos gráficos avançados e trabalhavam, essencialmente, com texto, não havendo, portanto, aplicação prática para a invenção.

Um dos primeiros computadores a usar o mouse de maneira expressiva foi o Xerox Star 8010, em 1981, mas ainda era um produto de pesquisa, sem comercialização.

Só em 1983 a "Apple" lançou o Lisa, o primeiro computador pessoal com mouse. Era também o primeiro com interface gráfica, ou seja, que usava figuras para acionar comandos. Entretanto, o seu alto preço, quase US$ 10.000,00, era impeditivo para o grande público. Logo após a Microsoft lançou o mouse para pcs, de preço muito menor.

Mas o mouse só se popularizou realmente em 1984, quando a Apple lançou o computador Macintosh, que tinha sistema operacional orientado à objetos, ou seja, baseado em figuras para acionar comandos, o que facilita o diálogo com o usuário.

Assim, o uso do mouse tornou-se fundamental com a criação das interfaces gráficas.

Modelos

Há modelos com um, dois, três ou mais botões, cuja funcionalidade depende do ambiente de trabalho e do programa que está em uso. O botão esquerdo é o mais usado, com certeza.

O mouse é conectado com o computador por mrio de portas (português brasileiro) ou de fichas (português europeu) , podendo ser serial ou PS2. Mais recentemente, também apareceram modelos com conectores USB (Universal Serial Bus). E também há conexões sem fio, as mais antigas em infra-vermelho, as atuais em Bluetooth.

Deve-se mencionar:

1. No mouse que funciona por um sistema de rolamento, ou seja, há uma bolinha (track ball), cujos sensores internos reproduzem a movimentação do cursor (seta) na tela do computador. Praticamente todo o corpo da bolinha fica dentro do mouse. A pequena parte exposta fica em contato com a superfície onde o mouse se encontra.

Quando o dispositivo é movimentado, a esfera também se move e aciona dois roletes (ou rolamentos). Um deles é responsável por movimentar a seta do mouse na tela do monitor no sentido horizontal e o outro faz a mesma movimentação no sentido vertical. Geralmente existe um terceiro rolete que dá melhor movimentação à esfera. Como os roletes operam em conjunto, permitem movimentar a seta em todas as direções.

Na ponta de cada rolete, existe um disco com perfurações entre um LED emissor de luz infravermelha e um sensor de luz infravermelha. Quando os roletes se movimentam, estes discos giram e a luz do LED pode passar pelas perfurações ou não Um chip ligado aos sensores "conta" a quantidade de vezes em que há passagem de luz e transmite essas informações ao computador num formato de coordenadas X e Y. A partir daí, o computador "traduz" estas informações em movimentos que a seta deve seguir pela tela.

2. Há certas aplicações onde é necessário ter grande precisão do movimento do mouse. Por isso a Microsoft criou o "mouse óptico", que não opera com uma "bolinha" em sua base inferior. Usa um sensor óptico, que é muito mais preciso.

O mecanismo óptico emite um feixe de luz capaz de ler a superfície em torno seis mil vezes por segundo (esse valor varia de acordo com o modelo do mouse). E o sensor é capaz de perceber as direções do movimento do mouse e de transmitir tais informações ao computador, possibilitando a orientação da seta na tela. O mouse óptico utiliza chips mais sofisticados, o que deixa o produto mais caro.

Resolução
Por resolução entende-se o menor movimento que o mouse consegue perceber, tendo como medida um ponto por polegada (DPI - "Dot per inch" ).

Portanto, um mouse de 300 dpi consegue detectar movimentos de 1/300 de uma polegada. Evidentemente, quanto maiores forem os valores de dpi, melhor o desempenho do mouse.

Os modelos mais simples são capazes de detectar movimentos de 350 a 600 dpi, mais do que suficiente para o uso normal.

Evolução
Desde que foi inventado por Douglas Engelbart, em 1963, a evolução do mouse não foi grande, tendo sofrido apenas alguns aperfeiçoamentos, ficando mais ergonômico e preciso. Mas pode-se citar:

- Foi munido de uma esfera, para que pudesse transmitir com mais precisão os movimentos.

- Foi inventado o Trackball, um mouse de "cabeça pra baixo". O polegar é usado diretamente na esfera. Algumas pessoas o preferem.

- Mouse sem fio. O equipamento envia as informações para a base e esta passa as informações para o computador.

- Mouses e trackballs passaram a ter desenhos mais ergométricos, se adaptando mais aos usuários

- Mouse com Scroll. É o botão que roda, usado para rolar a tela.

- Mouse ótico. Todo o conjunto mecânico que era responsável pela leitura do movimento passa a ser óptico. A esfera desaparece. O sistema ótico, emite um feixe que "lê" em até 2000 vezes por segundo a superfície. O movimento é detectado por meio desta leitura.

Dificuldades iniciais

O mouse responde a movimentos sutis, e o que importa é seu deslocamento sobre o mousepad. Portanto de nada adianta apertar, colocar força ou clicar desesperadamente. Movimentando o mouse, leva-se o cursor na tela para onde desejar - e deve acontecer alguma coisa diferente quando algum atalho for clicado.

Por exemplo: para abrir um programa ou um arquivo, é preciso clicar sobre seu ícone. Para navegar na internet, é preciso ir clicando nos links.

Coitado do mouse

Ao aprender a usar o computador, a maioria dos iniciantes em informática tem dificuldades para manipular o mouse. Isso porque a destreza nos movimentos se aperfeiçoa com a prática, como tudo que nos exige coordenação motora.

Portanto, quanto mais se prática mais a dificuldade desaparece.

Limpeza do mouse de bolinha

Se estiver difícil comandar o mouse e parecer que ele não obedece aos seus movimentos, é provável que esteja precisando de uma limpeza, pois quando há sujeira nos roletes eles não se movimentam adequadamente quando a bola gira.

O mouse costuma emperrar porque a bolinha puxa poeira para dentro do mouse, criando pequenas crostas que atravancam o funcionamento do sistema de rolamento.

Para limpar:

- Abrir a tampa que cobre a bolinha na parte de baixo do mouse
- Na tampa há setas que indicam a direção para onde deve ser rodada a tampa
- Retirar a bolinha para limpá-la e aos roletes
- É possível tirar o acúmulo de poeira de dentro do mouse, com auxílio de uma pinça
- Não usar nenhum tipo de produto químico;
- Quando terminar a limpeza colocar a bolinha de volta, tampar e fechar, girando no sentido correto
- Limpe também o mousepad e teste, utilizando.

Se a limpeza não resolver, possivelmente será preciso trocar o mouse.

Origem: http://www.cultura.ufpa.br/dicas/mic/mic-e-s.htm#Mouse